Novas mídias pedem novos formatos isso é claro pra mim e pra minha sobrinha de apenas 10 anos (na verdade ela usa outras palavras, mas sabe que está a procura disso!), mas nem sempre o novo formato acompanha a evolução tecnológica da mídia.
O cinema, que surgiu como uma experiencia quase que mambembe em circos e feiras, demorou muito pra encontrar “o(s) formato(s) certo(s)”. O que se via na época eram câmeras paradas, atores agindo como se estivessem no teatro, alias aquilo era basicamente teatro filmado. É claro que, como qualquer outro avanço tecnológico a inovação por si só chamou a atenção no primeiro momento, mas logo as pessoas não ficariam tão fascinadas assim com um trem em movimento ou números de mágicas filmados. E quando o formato já estava afinado o som entra na equação fazendo tudo voltar a estaca zero. E em seguida as cores, teorias de montagem cinematográfica, efeitos especiais, captação digital, tudo isso fez com que o cinema evoluísse até o formato que temos hoje. E essa evolução acontece em todas as mídias, a busca frenética pela “forma”, que invariavelmente passa pelo questionamento da sua “função” está vinculada com todas as mídias que conhecemos: o rádio que no início era um teatrão, a tv que era um mix de teatro e rádio (alias produtores de tv, aquele negócio de colocar um mapa e o correspondente falando por telefone definitivamente NÃO É TV eu sei que o dinheiro está curto, mas vamos lá usem a criatividade… ou cybershots!)
E com a internet não é diferente, aquilo que era um jornalzão antes evoluiu muito, a cultura do link, meio e a mensagem numa coisa só (alguem aí ouviu falar de McLuhan?) , está começando a fazer mais sentido para as pessoas que fazem a internet e mais pessoas estão interessadas em interagir e criar conteúdo.
E esse é um dos motivos que fazem essa mídia ser diferente, quando as ferramentas para criar conteúdo ou formas para a rede ficam mais baratas, fáceis e populares (câmeras digitais, celulares, banda larga, programas mais fáceis de utilizar) mais a rede evolui, mais ela se descola das mídias tradicionais e mais democrática ela fica.
Estamos num momento de experiências ainda, da busca de formatos, se é pra relacionar com o cinema estamos naquela fase pós-cinematógrafo, ainda no cinema-mudo, onde tudo é novidade, onde buscamos aplicações melhores para as ferramentas que já conhecemos e apresentamos em circos e feiras, mesmo que uma parcela das pessoas olhe com desconfiança, mas como vc sabe o tempo aqui corre diferente e do cinema-mudo para a captação digital é um pulo, ainda mais quando vejo minha sobrinha apontar a câmera, fazer o foco, enquadrar de um modo que eu demorei 15 anos pra aprender e subir tudo pra rede.






1 comment
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Outubro 18, 2007 às 1:05 am
Thatha
é incrivel a velocidade de tudo isso… lembro do 486 no escritorio do meu pai… e como aquilo era incrivel… uma calculadora gigante( era assim que eu enxergava)!
poxa a band news podia ler seu blog neh… e parar com aquela coisa chata de radio/ tv!!!!
peRfeito esta onda que a gente vai surfar neh nenin?
imagina, formatos novos… novas ideias… mais e mais gente entrando pra rede?! estamos é feitos!
love your brain